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Ataque cibernético dos EUA ao Irã comprova fragilidade das infraestruturas críticas

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Segunda, 24 Junho 2019 13:48

Computadores militares foram desativados em retaliação à derrubada de um drone norte-americano.

 missil                                                                                                             Foto: Reuters - reprodução G1

 

O que há até pouco tempo poderia ser apenas um roteiro ficcional de um filme de ação hollywoodiano, dos mais improváveis, acaba de se concretizar. Segundo informações do jornal "Washington Post", replicadas em todo mundo, no último dia 20 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou um ataque cibernético, que derrubou computadores militares do Irã. Os ataques, que teriam ocorrido em retaliação a destruição de um drone norte-americano em solo iraniano, tiveram como alvo computadores que controlam os lançamentos de mísseis e foguetes e uma rede de espionagem iraniana responsável por vigiar a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz.

Segundo Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, a ação mostra que a guerra cibernética já é uma realidade e pode ser usada de várias maneiras e conforme o interesse de quem detém a tecnologia para a segurança dos sistemas. “Não preocupa apenas o fato dos Estados Unidos ter desabilitado o sistema de mísseis do Irã. O mais assustador é pensar na perspectiva desse tipo de controle ser usado para provocar uma guerra. Essa invasão cibernética, sob o comando da principal autoridade da maior potência do mundo, demonstra o grau de sofisticação da tecnologia usada. Nada impediria, já que é possível controlar o sistema, também ter acesso para disparar ataques contra países vizinhos ou até mesmo contra cidades do próprio país”, avalia Branquinho. 

Não é o primeiro ataque deste tipo de que se tem notícia. Em 2010, Teerã acusou os Estados Unidos e Israel de criarem, em plena crise envolvendo o programa nuclear iraniano, o poderoso malware Stuxnet, com o qual infectaram os sistemas de controle de centrífugas usadas no enriquecimento de urânio, localizadas em duas usinas nucleares iranianas.

Para Branquinho, este novo ataque deve soar como um alerta vermelho real. “Um país controlar o sistema de míssil de outro país é algo muito sério. Além disso, é uma tendência de que as guerras fiquem cada vez mais desiguais, em favor de quem tem o controle sobre a segurança cibernética”, conclui Branquinho.

Lido 585 vezes Última modificação em Segunda, 24 Junho 2019 14:23

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